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OEIRAS, PIAUI - PATRIMONIO CULTURAL BRASILEIRO PELO MINISTERIO DA CULTURA



Oeiras (PI) se apresenta como opção para o turismo religioso e histórico Oeiras aposta no turismo como fonte de recursos para o desenvolvimento. Sua história está intimamente a criação de gado em meados do século XVII. O município de Oeiras, a cerca de 300 quilômetros de Teresina, guarda muitas surpresas para os turistas que a visitarem. A primeira capital do Piauí concentra uma grande riqueza histórica e religiosa, traduzida em seus casarões e nas manifestações de fé e religiosidade. Segundo Stefano Ferreira, historiador e secretário de cultura de Oeiras, visitar a cidade é voltar ao passado. 

“Temos o Centro Histórico de Oeiras, o Casario colonial século XVIII e XIX, entre outros pontos turísticos. A rede hoteleira da cidade é preparada para atender grande número de turistas.”, disse. Para o historiador, Oeiras é considerada o núcleo mais antigo do Piauí e berço da história e colonização do Estado. “Aqui está um pouco da história do Brasil. Ainda conservamos acervos, prédios e até mesmo a gastronomia.”, falou Stefano. 

Turismo religioso 

A Semana Santa de Oeiras é a maior festa religiosa do Estado, período em que a cidade recebe o maior número de visitantes. Na verdade, a programação começa praticamente um mês antes da Semana Santa. São missas, vigílias, Via Sacra pelas ruas das cidades e passeios turísticos religiosos. As principais manifestações são a Procissão de Bom Jesus dos Passos, onde milhares de pessoas acompanham a imagem secular do Bom Jesus pelas ruas do Centro Histórico, e a tradicional Procissão do Fogaréu, acompanhada somente por homens carregando lamparinas e velas, enquanto as mulheres ficam nas igrejas rezando. Após quarenta dias da Páscoa, há a celebração da Festa do Divino Espírito Santo. Tradição portuguesa que celebra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. Oeiras se veste de vermelho e branco. Todo ano é escolhida nova morada para abrigar a imagem do Divino. A família sorteada é morada da imagem do Divino por um ano. História Oeiras teve seu surgimento vinculado à criação bovina, já que em meados do século XVII, a criação de gado foi empurrada pela coroa portuguesa para o interior no intuito de deixar as terras próximas ao litoral livres para o plantio da cana de açúcar. 

Em 1696, foi elevada a categoria de Freguesia sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória. Mais tarde, em 1712, a povoação Mocha foi elevada a categoria de Vila com o mesmo nome, tendo sido instalada somente em 26 de dezembro de 1717. Foi designada para ser a sede do novo Governo, obtendo o título de cidade pela Carta Régia de 19 de junho de 1761, época em que teve o nome mudado para Oeiras, por ato do seu primeiro governador João Pereira Caldas, em homenagem ao Conde de Oeiras Portugal, Sebastião José de Carvalho Melo. Oeiras foi capital do Piauí por 92 anos, quando Conselheiro Saraiva, então presidente da Província, transferiu a sede do Estado para a recém construída Teresina. Por seu acervo arquitetônico colonial, foi declarada Cidade Monumento Nacional através da Lei Federal nº 7745 de 30 de março de 1989. No dia 26 de janeiro de 2012 o Centro Histórico de Oeiras foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como Patrimônio Cultural do Brasil. 

Pontos turísticos 

Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória. 
Concluída em 1733. É o mais antigo templo católico do Piauí. Substituiu a capela de palha da Antiga Vila da Mocha. Altares em arco cruzeiro com acabamento barroco, além de abrigar peças raras do patrimônio de Oeiras. Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Construção do século XVIII. Antiga Capela do Primeiro Hospital de Caridade do Piauí. 

Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Situada na Praça Mafrense, sua construção foi iniciada no século XIX, no entanto a conclusão das obras só ocorreu em 1942. Sobrado Major Selemérico. Construído pelo Presidente da Província Zacarias de Góis e Vasconcelos durante seu governo (1845-1847) para residência e despachos dos presidentes da província. Hoje abriga o Instituto Histórico de Oeiras e Centro Cultural Major Selemérico. 

Casa do Visconde da Parnaíba. 
Construção do século XVIII, foi residência do Brigadeiro Manuel de Sousa Martins, o Visconde da Parnaíba, sede do Governo da Província. Casa do Cônego. Foi construída em 1836, pelo Brigadeiro Manuel de Sousa Martins, para o filho Cônego João de Sousa Martins, que seria o Cura da Paróquia de Nossa Senhora da Vitória por muitos anos. Atualmente funciona como Hotel Pousada. 

Casa de Câmara e Cadeia. 
Mandada construir por Carlos César Burlamaque, quando de sua estada no governo da província no século XVIII. Durante muitos anos foi residência do Coronel João Batista Ferraz. No período de 1956 a 1996 foi sede do Círculo Operário oeirense. Atualmente funciona a Prefeitura Municipal de Oeiras. 

Palácio Episcopal
construído no século XIX por João Nepomuceno Castelo Branco. Foi residência dos governadores da província, grupo escolar e residência episcopal da década 1950 até 1976. Hoje é o Museu de Arte Sacra de Oeiras (MAS). 

Ponte Grande 
sobre o riacho Mocha, sua construção data de 1846, foi outro empreendimento do Governador Zacarias de Góis e Vasconcelos. Toda em pedra e cal é a ponte mais antiga do Piauí. 

Monumento a Nossa Senhora da Vitória, 
localizado no bairro de Oeiras Nova foi construído pelo povo e poder municipal em 1945. Marco dos 250 anos da Igreja Catedral, com 15 metros de altura e 165 de graus. Do alto do Morro do Leme é possível ter uma visão panorâmica da cidade. 

Casa da Pólvora, 
primeira construção militar do Piauí e a terceira do gênero no Brasil. Toda em pedra para servir de arsenal ainda na época da capitania. Está localizada próximo ao sítio do Pé de Deus e do Pé do Cão, cravados no lageiro desde o início da colonização. 

Passeio Leônidas Melo, 
construído na década de 1940, agrega o prédio do Cine tetro Oeiras, a Associação Comercial e o Café Oeiras. As construções são em art déco, mas não contrastam do conjunto colonial. 

Praça das Vitórias, 
com sua beleza acompanha a marcha do tempo. É palco de muitas festividades e acontecimentos que fazem parte da História de Oeiras. Passos da Paixão, capelas em número de cinco espalhadas pelo centro Histórico. Estão na planta da cidade desde 1809 e compõem o cenário da via crucis do Bom Jesus. 

Galeria do Divino cervo sacro. 
Obras de vários artistas piauienses com releituras e impressões sobre a Festa do Divino de Oeiras. Localizada na Praça das Vitórias. Por Ellyo Teixeira.

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